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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cantiga da Ribeirinha

Cantiga da Ribeirinha, ou Cantiga de Guarvaia, é o primeiro texto literário em língua galaico-portuguesa de que se tem registro.

A cantiga foi composta provavelmente em 1198, por Paio Soares de Taveirós, e recebeu esse nome por ter sido dedicada a D. Maria Pais Ribeira, concubina de Sancho I de Portugal, apelidada de "Ribeirinha".

Segue, abaixo, o poema que serve como modelo das cantigas de amor do Trovadorismo galego-português (possui o eu-lírico masculino), pois fala de um amor platônico do poeta, plebeu, por uma mulher nobre e inacessível.



Literatura











sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Auto da Barca do Inferno

O link abaixo o levará a um breve resumo da obra e alguns comentários importantes que poderão auxiá-lo no entendimento da obra. http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=resumos/docs/barca Abaixo, você pode fazer o download da obra na íntegra. http://www.baixaki.com.br/download/auto-da-barca-do-inferno.htm

Confira uma lista de livros imprescindíveis para o vestibular

Em ordem cronológica, a primeira obra nos vem do Século XVI: o Auto da Barca do Inferno, da famosa "trilogia das barcas", de Gil Vicente.

Do XIX, o romântico José de Alencar comparece com Iracema, a índia que em sua imensa capacidade de amar acrescenta os ideais da justiça e da humanidade, apresentando os ideais da nova terra, a grande e promissora América, ao mesmo tempo em que um estranho Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antonio de Almeida, recusa-se a ser facilmente catalogado como romântico e surpreende com mais um ano na lista das obras obrigatórias.

o "pícaro" que Mário de Andrade escolhe como molde para seu Macunaíma, o primeiro malandro da cultura brasileira, nas palavras do Professor Antônio Cândido, em equilíbrio entre o hemisfério da ordem e o da desordem. Nessa "reportagem" sobre o Rio de Janeiro dos tempos do rei, a língua portuguesa falada nas ruas do Brasil adquire sua primeira grande performance escrita.

Ainda do XIX, em A Cidade e as Serras, o mestre do realismo português, Eça de Queirós, assinala a dicotomia entre o urbano e o rural, discutindo as questões que elege como realmente essenciais para o homem. Seu contemporâneo e ex-desafeto Machado de Assis pontifica com seu ambíguo Dom Casmurro, onde a psicologia favorece um mergulho nos mistérios do feminino e na eterna conspiração de Iago para a destruição do amor.

Do Século XX, Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, exibe sua permanente contradição entre a contemplação das concretudes do mundo e sua negação meramente formal à filosofia, enquanto revisita e discute a vida nos seus Poemas Completos.

Drummond, em A Rosa do Povo, trabalha a metalinguagem e o modo de ser-estar no mundo, as questões das classes sociais e o cotidiano, ao lado das perplexidades que pode gerar.

Também, como Drummond, do segundo tempo modernista brasileiro, a prosa enxuta e objetiva de Vidas Secas, do mestre Graciliano Ramos, apresenta o ineditismo de um romance desmontável , onde os treze capítulos constituem-se em contos independentes.

Finalmente, da chamada Geração de 45, onde parece que terminam todas as fases literárias de interesse para os vestibulares, o que é, no mínimo, estranho, a prosa de Guimarães Rosa despeja o maravilhoso do sertão nos contos de Sagarana.

Lista de livros literários para a Fuvest 2011

Confira abaixo a lista completa de livros para os vestibulares 2010 (Fuvest e Unicamp).

Vidas secas – Graciliano Ramos;
Auto da barca do inferno – Gil Vicente;
Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinicius de Moraes.
Memórias de um sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida;
Dom Casmurro – Machado de Assis;
O cortiço – Aluísio Azevedo;
Iracema – José de Alencar;
A cidade e as serras – Eça de Queirós;
Capitães da areia – Jorge Amado;

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Inscrição para uma lareira

Mário Quintana

A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...

Trem das 7

Raul Seixas
Composição: Raul Seixas


Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem
Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

Quem vai chorar, quem vai sorrir ?
Quem vai ficar, quem vai partir ?
Pois o trem está chegando, tá chegando na estação
É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão

Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais
Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar

Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral

Amém.